O mercado de imóveis residenciais novos encerrou 2025 com 426.260 unidades vendidas no acumulado de 12 meses até dezembro, segundo os Indicadores Imobiliários Nacionais (CBIC/CII), levantamento que acompanha 221 cidades pesquisadas.
O dado consolida um ano de forte giro no mercado primário e ajuda a entender onde a demanda esteve mais concentrada — com impacto direto em liquidez, estratégia de preços e velocidade de vendas.
No recorte regional, o Sudeste concentrou 220.087 unidades, equivalente a 51,6% do total. Em seguida aparecem Sul (89.769) e Nordeste (80.111).
Tabela — Unidades residenciais novas vendidas em 2025 (acumulado 12 meses até dez/2025)
| Região | Unidades vendidas | Participação |
|---|---|---|
| Sudeste | 220.087 | 51,6% |
| Sul | 89.769 | 21,1% |
| Nordeste | 80.111 | 18,8% |
| Centro-Oeste | 23.540 | 5,5% |
| Norte | 12.753 | 3,0% |
| Brasil (total) | 426.260 | 100% |
Liquidez não é “opinião”, é volume. Onde vende mais, normalmente você tem mais transação, mais concorrência e o preço é mais “auditado” pelo mercado. Em compensação, a briga por atenção (e desconto) costuma ser maior.
Regiões de menor volume punem o erro. Norte e Centro-Oeste têm base menor no levantamento. Isso significa que precificação errada, produto errado ou timing ruim aparecem mais rápido (e custam mais tempo de estoque).
Cuidado com a conclusão errada mais comum: esses dados não representam “todas as compras e vendas de imóveis no Brasil” (incluindo imóveis usados e salas/comercial). É mercado primário residencial dentro da amostra de 221 cidades. Se você usar isso como “Brasil inteiro”, você vai comunicar errado, e perder credibilidade.
O 4º trimestre de 2025 teve 109.439 unidades vendidas, número destacado como recorde trimestral na série do levantamento, reforçando que o ano terminou “quente” no mercado primário.
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