Lares unipessoais sobem a 18,6% em 2024; envelhecimento e migração explicam avanço

A proporção de domicílios com apenas um morador chegou a 18,6% em 2024, ante 12,2% em 2012 — quase 1 em cada 5 lares. O levantamento é da PNAD Contínua (Características gerais dos domicílios e dos moradores 2024), divulgada pelo IBGE.

O que diz o IBGE

  • Alta nacional: unipessoais passaram de 12,2% (2012) para 18,6% (2024); domicílios nucleares recuaram de 68,4% para 65,7%.

  • Perfil etário de quem mora só: 40,5% têm 60+ anos (entre os que vivem sozinhos), 47% têm 30–59 e 12,5% têm 15–29 anos.

  • Conectividade em alta: 93,6% dos lares tinham internet em 2024 — infraestrutura que facilita morar sozinho e a vida nos condomínios. Agência de Notícias - IBGE

Por que cresce o número de pessoas morando sozinhas

Especialistas e as séries históricas apontam três vetores:

  1. Envelhecimento populacional (mais viúvos e independência na velhice); 2) migração por trabalho/estudo (vida urbana e contratos flexíveis); 3) mudanças culturais (casamento mais tardio e menos filhos). A própria cobertura jornalística sobre os novos dados do IBGE destaca esse conjunto de fatores. Agência Brasil

Diferenças regionais — Centro-Oeste encosta na liderança

A alta dos lares unipessoais ocorreu em todas as regiões entre 2012 e 2024.

Região20122024
Norte9,1%15,2%
Nordeste10,8%17,6%
Sudeste13,1%19,6%
Sul12,8%18,9%
Centro-Oeste13,3%19,0%

Fonte: PNAD Contínua/IBGE — slide “Espécie de unidade doméstica — Brasil e Grandes Regiões — 2012/2024”.

O Centro-Oeste aparece entre os patamares mais altos do país (19%), praticamente colado a Sudeste e Sul. Para incorporadores e proprietários, o dado sinaliza espaço para compactos bem localizados e condomínios funcionais, com gestão eficiente.

Estados: onde morar sozinho é mais comum

No detalhamento por Unidades da Federação, Rio de Janeiro lidera com 22,6% de lares unipessoais em 2024; Distrito Federal tem 18,7%; Mato Grosso aparece com 17,6%.

Como isso impacta o mercado imobiliário

Produto

  • Studios e 1 dormitório com possibilidade de home office.

  • Cozinha integrada, varanda utilizável, acústica/insolação resolvidas.

  • Áreas comuns “low-maintenance”: coworking, lockers, lavanderia compartilhada.

Condomínio & serviços

  • Portaria inteligente/remota, entrega assistida, medição individual de consumo.

  • Conectividade como utilidade (internet coletiva ou infraestrutura preparada). Com 93,6% dos lares conectados, a digitalização do prédio ganha tração. Agência de Notícias - IBGE

Locação

  • Público de contratos curtos (profissionais móveis e estudantes) valoriza pronto para morar (mobiliado, ar-condicionado, fibra).

  • Pacotes com custo mensal previsível tendem a reduzir vacância e melhorar o retorno.

Centro-Oeste: pontos de atenção para quem constrói e investe

  • Demografia mais jovem hoje do que a média do Brasil (menor proporção de 60+) sugere demanda atual por compactos funcionais — mas com acessibilidade pensada desde o projeto para acompanhar o envelhecimento futuro. (Base: infográfico regional do IBGE divulgado com a PNAD 2024.)

  • Em capitais e eixos de emprego/ensino, localização + vaga coberta (clima quente) e ar-condicionado fazem diferença no ticket de aluguel.

Metodologia e fontes

As informações deste texto se baseiam na PNAD Contínua 2024 (módulo Características gerais dos domicílios e dos moradores), com dados consolidados em apresentação do IBGE e notícias oficiais correlatas.
Indicadores complementares de conectividade foram obtidos em nota oficial do IBGE sobre acesso à internet nos domicílios (2024). Agência de Notícias - IBGE
A cobertura jornalística corrobora os fatores explicativos (envelhecimento, migração e mudanças culturais). Agência Brasil

 

Autor:João Victor Vieira — Corretor de Imóveis (CRECI 12130-F)
📲 (65) 99633-5509 • Imobiliatto

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